quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Neosaldinas e camisinhas

Não sei se é estratégia da farmácia, em questão, ou se isso acontece nas demais e só hoje eu reparei.
Prometo fazer uma investigação acurada. No entanto, não deixa de ser sugestivo. Na frente, camisinhas de todos tamanhos, cores, sabores e o que mais se procurar. Em cima, alguns gels pra isso e pra aquilo. Até aí, tudo bem. Aí eu olho pro lado, na mesma banquinha e vejo todos os tipos de remédio pra dor de cabeça: tylenol, neosaldinas, aspirinas, doril... Será que eles estavam insinuando alguma coisa??

Sei lá, o cidadão acorda bem disposto, animado, digamos assim, e resolve que hoje à noite vai ser dia... Aí, depois do trabalho, resolve passar na farmacia, pra refazer o estoque de casa, afinal, a família já está grande e a crise... bem, melhor prevenir. Chegando lá, depois de um dia de calor infernal, sabe que a mulher também trabalhou o dia todo, e tem a mulecada, que sempre apronta das suas. Lembra-se da última vez que acordou animadinho. Foi trabalhar feliz! Chegou em casa assobiando, também todo previnido, e à noite, já na cama, quando começou fazer uns carinhos nela, a resposta veio ligeira: "Hoje não, estou com dor de cabeça!". Ele lá na farmárcia, em frente as camisinhas, espanta a lembrança ruim e decide levar também uma neosaldina...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Expulsa por usar um vestido curto??

A menos que os verdadeiros motivos não tenham ainda sido divulgados, o desfecho do caso da estudante da Uniban que foi ridicularizada, perseguida, humilhada e insultada por seus colegas não pode significar outra coisa que não falta de bom senso. A decisão de expulsar a garota do mini vestido rosa não soaria como uma piada se não fosse aqui no Brasil.

O Brasil que é o país do micro-biquini. O Brasil que é o país das mulheres avantajadas. O Brasil que é o país do Carnaval... Antes que injustamente me acusem, não estou defendendo essa fama de mulher-objeto das brasileiras. Mas o que se passou naquela universidade em São Paulo é apenas o outro lado da moeda de uma cultura machista. Sim, porque não há outra explicação. Além disso, é um exemplo claro da hipocrisia que reina em todos os ambientes. Falta de respeito humano sim. Chamaram a garota de 'puta', e se ela o fosse? Seria motivo suficiente para que ela fosse humilhada e ameaçada? Bom, infelizmente, nossa história recente nos diz que, para muitos jovens, sim. Lembram da história dos jovens no Rio de Janeiro que espancaram uma mulher que estava num ponto de ônibus de madrugada, porque "acharam que ela era uma prostituta"?

Seria muito bom se a decisão da Universidade Bandeirante refletisse uma preocupação com a educação e, portanto, tivesse declarado a pleno pulmões que, mais do que frequentar a instituição com trajes inadequados, seus estudantes tem comportamento inadequado para uma sociedade democrática. No entanto, optaram pelo menos e, consequentemente, pagarão caro por isso.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As facetas do Diabo


Estou quase certa de que não vou contar nenhuma novidade. Na verdade, muitos dirão, mesmo, é que estou atrasada. Mas, não importa!
Recentemente, a famosa pin up, Dita Von Teese, esteve no Brasil. Inegavelmente bonita e muito sensual, e além disso de uma notável simpatia - que o diga o reporter do CQC , Felipe Andreoli, veio fazer um de seus shows de strip-tease em São Paulo.

Embora eu tenha dito que a dita é famosa, eu mesma só tive notícia de sua existência por esses dias. Ao mesmo tempo, perdoem minha ignorância, também tive notícia de que a deslumbrante mulher havia sido casada com o estranhíssimo ser, Marilyn Manson. Desse aí já tinha ouvido falar, mas desconhecia as feições.

E qual não foi o meu susto quando dei-me de cara com uma foto dos dois. Não sei se alguém já pensou nisso antes. Mas, dada a fama do rapaz e, por outro lado, tendo em vista a tradição cristã de associar o diabo a figura de uma exuberante e sensual mulher, dei-me conta de que o bizarro casal era a perfeita expressão das facetas do diabo.

Ou seja, se o diabo fosse mesmo uma mulher, teria a invejável aparência de Dita Von Teese. Por outro lado, se a masculinidade do diabo fosse encarnada, certamente, estaria bem representada por Marilyn Manson!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dias quentes

Perdoem-me os adoradores do sol, mas dias quentes, desses como os últimos quatro dias (temperaturas entre 29 e 33 graus) são insuportáveis! Dias de não viver! Eu queria me desligar nesses dias ou me teletransportar pra um lugar frio, sem esse sol estupidamente amarelo e esse céu azul...

Mesmo que eu tivesse tempo e disponibilidade pra ficar numa praia ou numa piscina, não nasci pra ficar sendo torrada... Detesto essa sensação de sono/lezeira que o calor me dá. Não tenho disposição pra fazer nada. Escrever isso aqui é um tormento. O computador está quente, as paredes da minha casa estão quentes, a água da torneira da pia está quente...

Durmo mal e passo mal o dia todo!
O mundo deveria ter uma ouvidoria. Pra quem eu reclamo desse calor insolente?

Um sábado quente, com uns 28 graus, pra tomar uma cervejinha gelada é bom. Mas o que dizer quando é quarta-feira, você tem um milhão e meio de coisas pra fazer e os termômetros marcam 31º? Isso é de chorar!

Decididamente não gosto de calor! E abrir a janela as sete e meia da manhã e dar de cara com um sol que mais parece um ovo frito num prato azul, anunciando o que vem pela frente, é motivo suficiente pra saber que o dia vai ser mais um daqueles....

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Na figura


A cada dia
sou a mulher que escolho ser.
Sou o meu cabelo que o vento assanha,
sou o próprio vento que me assanha por inteira.

Fecho os olhos,
encaro o mundo que sou,
na pele sinto o que ninguém mais pode sentir,
o que se esconde por debaixo da pele, por debaixo das pálpebras cerradas.

Sou o que sou e o que não esperava ser,
sou a mulher, a menina, minha mãe e minha filha,
produto de mim, fruto de minha inspiração.

Sou o que era e ainda serei.
Fecho os olhos, o vento assanha os cabelos longos que já tive,
a pele se arrepia,
dentro de mim o mundo que eu sou,
dentro de mim, onde só eu posso encontrar.
Na pele sinto o vento, sinto a vida,
sou a mulher, a menina, a mãe e a filha,
os erros e os acertos,
os medos e toda coragem.

Fechos os olhos e mergulho no infinito,
o que todos vêem é um corpo,
e o que eu sou, mas um dia já não mais será,
cessará no mesmo instante que esse corpo..

O vento assanha os cabelos longos que outrora cobriram meu rosto,
fecho os olhos e encontro o que ainda serei e reencontro o que não posso esquecer que sou,
a menina, a mulher, minha mãe e minha filha.




Mais uma vez os desenhos da minha amiga me trouxeram um presente!
Visitem: Lia