Eu que sempre dou um jeito em tudo,
que conserto a janela que fazia barulho,
e a cortina que caiu,
que tenho sempre uma ideia rápida quando o problema se apresenta,
Agora, eu, nada posso fazer a não ser esperar.
Eu que não sei esperar nada.
Que fico impaciente na fila do caixa no supermercado
ou no banco.
Eu que gosto de resolver tudo hoje e agora,
eu nunca soube esperar.
Impotente,
incapaz,
inútil.
Lá longe tantas coisas podem acontecer
e mesmo sabendo que nada depende de mim,
que nada está em meu poder,
que não posso consertar o coração do meu pai
nem a vida de minha irmã,
eu não sei só ser e esperar que as coisas simplesmente aconteçam.
Como consertar esse meu desconserto?
Será que se aprende esperar?
E o que devo esperar? O pior, o melhor?
Eu só queria um pouco de esperança,
mas não sei por onde ela anda...
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11 outubro 2016
19 agosto 2016
Os vivos-mortos
Caminho entre vivos-mortos,
sou sobre-vivente.
Eles se arrastam moribundos,
enquanto a vida passa.
Em passos lentos, decadentes,
eles me atrapalham, retardam minha caminhada,
mas eu insisto, vou em frente.
Não vim a esse mundo para desistir!
Os vivos-mortos são obstáculos,
por isso eu os pulo, ultrapasso.
Os vivos-mortos querem sugar minha energia,
mas eles não podem comigo!
Eles ainda sobrevivem,
enquanto isso eu Vivo sobre os restos deles.
Caminho entre vivos-mortos...
Mas não estou só,
outros resistem, superam o que parecia impossível.
Escrevemos uma história diferente,
fazemos valer a pena a Vida.
Caímos, nos esfolamos, choramos,
mas levantamos e seguimos!
O caminho entre vivos-mortos é difícil.
Deles tudo o que emana já está apodrecido...
Mas vivemos-sobre! Fazemos da podridão esterco
E tiramos forças de onde não sabíamos ter.
Os vivos-mortos são sombras,
estão ali para nos lembrar
aquilo que não queremos ser!
sou sobre-vivente.
Eles se arrastam moribundos,
enquanto a vida passa.
Em passos lentos, decadentes,
eles me atrapalham, retardam minha caminhada,
mas eu insisto, vou em frente.
Não vim a esse mundo para desistir!
Os vivos-mortos são obstáculos,
por isso eu os pulo, ultrapasso.
Os vivos-mortos querem sugar minha energia,
mas eles não podem comigo!
Eles ainda sobrevivem,
enquanto isso eu Vivo sobre os restos deles.
Caminho entre vivos-mortos...
Mas não estou só,
outros resistem, superam o que parecia impossível.
Escrevemos uma história diferente,
fazemos valer a pena a Vida.
Caímos, nos esfolamos, choramos,
mas levantamos e seguimos!
O caminho entre vivos-mortos é difícil.
Deles tudo o que emana já está apodrecido...
Mas vivemos-sobre! Fazemos da podridão esterco
E tiramos forças de onde não sabíamos ter.
Os vivos-mortos são sombras,
estão ali para nos lembrar
aquilo que não queremos ser!
04 julho 2013
Quatro de julho - um fim de tarde
E sei lá de onde vem,
mas de repente,
num fim de tarde ordinário como esse,
apossa-se de mim um não sei bem o que,
uma danada de uma emoção boba,
que me faz chorar.
Chorar ao ler algumas linhas soltas aqui e acolá
sobre qualquer coisa.
De repente as lágrimas traduzem esse não sei o que
que é misto de saudade e medo,
de esperança e desilusão.
Difícil pensar que já houve um tempo em que tudo era tão fácil.
Agora,
- não, não é só agora, mas essa agora tem se prolongado, -
é tão difícil não ser tomada pelas águas da seca.
E com que estranheza não me deixo molhar pelas gotas fora de época.
Não era pra ter passado?
São notícias de longe,
escrita sem grandes pretensões,
mas que comove,
que leva às lágrimas,
que fala de vidas que de alguma forma também é a minha.
São palavras de longe,
de uma terra que nunca me pertenceu,
e que falam de uma dor que eu não quero sentir.
Ah, esse fim de tarde de inverno,
tão ordinário,
lembrando-me que a vida é quase tudo isso e mais nada.
mas de repente,
num fim de tarde ordinário como esse,
apossa-se de mim um não sei bem o que,
uma danada de uma emoção boba,
que me faz chorar.
Chorar ao ler algumas linhas soltas aqui e acolá
sobre qualquer coisa.
De repente as lágrimas traduzem esse não sei o que
que é misto de saudade e medo,
de esperança e desilusão.
Difícil pensar que já houve um tempo em que tudo era tão fácil.
Agora,
- não, não é só agora, mas essa agora tem se prolongado, -
é tão difícil não ser tomada pelas águas da seca.
E com que estranheza não me deixo molhar pelas gotas fora de época.
Não era pra ter passado?
São notícias de longe,
escrita sem grandes pretensões,
mas que comove,
que leva às lágrimas,
que fala de vidas que de alguma forma também é a minha.
São palavras de longe,
de uma terra que nunca me pertenceu,
e que falam de uma dor que eu não quero sentir.
Ah, esse fim de tarde de inverno,
tão ordinário,
lembrando-me que a vida é quase tudo isso e mais nada.
28 outubro 2011
Sem título - porque sem respostas
O que ainda estou buscando?
O que ficou em alguma foto, num momento qualquer, que não consigo recordar nem tampouco esquecer?
O que ainda insisto em sentir saudade sem mesmo ter visto?
O que ainda me causa esse estado de não sei que?
É uma música,
um cheiro,
uma recordação desconexa,
uma palavra que não consigo ouvir direito,
um beijo que me pega de surpresa,
uma velha frase dita por alguém que não conheço,
um sorriso amigo numa face estranha,
um olhar perdido num rosto familiar.
É tudo e nada,
sempre e nunca!
Ouço todas as músicas,
ouço uma ou duas muitas vezes,
Mas ainda falta algo!
Será o futuro?
Seria o passado?
É o presente?
Para o que busco resposta?
Para que música busco os passos certos?
Para que versos busco rima?
Para que sonhos busco noites ainda não dormidas?
Que emoções ainda quero viver?
Que planos ainda preciso fazer?
Que ilusões ainda necessito ter?
Que palavras ainda terei que escrever?
É tudo e nada,
sempre e nunca!
O que ainda estou buscando?
O que ficou em alguma foto, num momento qualquer, que não consigo recordar nem tampouco esquecer?
O que ainda insisto em sentir saudade sem mesmo ter visto?
O que ainda me causa esse estado de não sei que?
É uma música,
um cheiro,
uma recordação desconexa,
uma palavra que não consigo ouvir direito,
um beijo que me pega de surpresa,
uma velha frase dita por alguém que não conheço,
um sorriso amigo numa face estranha,
um olhar perdido num rosto familiar.
É tudo e nada,
sempre e nunca!
Ouço todas as músicas,
ouço uma ou duas muitas vezes,
Mas ainda falta algo!
Será o futuro?
Seria o passado?
É o presente?
Para o que busco resposta?
Para que música busco os passos certos?
Para que versos busco rima?
Para que sonhos busco noites ainda não dormidas?
Que emoções ainda quero viver?
Que planos ainda preciso fazer?
Que ilusões ainda necessito ter?
Que palavras ainda terei que escrever?
É tudo e nada,
sempre e nunca!
O que ainda estou buscando?
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