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03 junho 2020

Sobre a necessidade de compreeder o hoje para que amanhã possa ser maior

Amanhã vai ser maior, de Rosana Pinheiro-Machado, é um livro fundamental para compreendermos como chegamos onde chegamos, mas também para apontar caminhos e possíveis saídas desse buraco no qual nos encontramos. O que aconteceu - e o que está acontecendo - com o Brasil, são perguntas que têm atormentado muitos brasileiros desde 2013. Do gigante acordou para a eleição de Bolsonaro, passando por um impeachment pra lá de questionável, esse é o itinerário que a autora nos convida a percorrer.

A leitura de Pinheiro-Machado das jornadas de 2013, bem como de outros eventos e fenômenos que deixaram muitos de nós sem fôlego e incrédulos, é potente e muito fértil. Ela foge dos caminhos fáceis, encara a complexidade e a contradição que permeiam movimentos como aqueles de junho de 2013, mas também os Rolezinhos de 2014, as ocupações secundaristas das escolas em 2016 e a greve dos caminhoneiros de 2017. Fugindo do maniqueísmo, traz indivíduos, com suas histórias, suas vidas, com suas incoerências, frustrações e esperanças. Do começo ao fim, somos chamados a ouvir o outro, mais do que julgar e rotular, a entender os motivos que levaram o outro às suas escolhas.

Como intelectual, Rosana Pinheiro-Machado convida aqueles que se identificam com o campo da esquerda ou com o campo progressista a abandonar o olhar elitista que parece, muitas vezes, buscar um 'povo' idealizado e que quando encontra o povo real, em suas contradições, tende a culpabilizá-lo por ele não se adequar às suas idealizações, ou mesmo ridicularizá-lo, preferindo virar as costas a esse povo real, tratando-o como ignorantes ou manipulados que, por terem cedido ao inimigo, merecem mesmo é sofrer. Nas palavras da autora, "chamar o trabalhador pobre que votou em Bolsonaro de fascista e coxinha não ajuda em nada nessa batalha ideológica que estamos perdendo feio" (p.128). Se queremos vencer o Bolsonarismo, precisamos de um projeto claro, um projeto capaz de apresentar soluções para os problemas concretos do dia a dia das pessoas. E alguns podem se perguntar: mas que problemas são esses? E Rosana nos dá dicas: falta de comida, compra de votos, assaltos sofridos na parada de ônibus, emprego precário (p.131).

Mais do que apontar erros e acertos de figuras públicas, partidos e grupos ao longo dos últimos anos, Pinheiro-Machado nos chama a um olhar realista, desapegado de paixões, mas capaz de perceber o surgimento de novos afetos, novas maneiras de fazer política. Se durante a leitura somos tomados, em certos momentos, pelo desânimo diante da lembrança de que saiu vitorioso das urnas em 2018 um não-projeto muito bem empacotado num discurso moralista, que mal disfarçava preconceitos de todas as ordens, num discurso violento e autoritário cuja resposta para a crise de segurança vivida pelo país era a promessa de armar a população, Rosana joga luz nas transformações que podem ser percebidas apesar desse resultado. Foca o nosso olhar para a mudança que está em construção, na potência encontrada nas falas de meninas e adolescentes da periferia, nas ocupações secundaristas, mas principalmente no #EleNão em 2018.

                                   "O momento mais emocionante para mim foi encontrar uma aluna que levava sua mãe e sua avó. Elas eram de um município muito pequeno e moravam no campo. Nunca haviam participado de uma manifestação antes. Minha aluna me contou que elas seguiam o voto do homem na família, que não gostavam de política e que agora seguiriam uma mulher pela primeira vez. A avó, com muita dificuldade de caminhar, estava maravilhada com o ato, e me disse: "Que beleza isso daqui. É a força das mulheres." (p.173)

É nessa "força das mulheres de uma nova geração" que Rosana encontra respaldo para sua esperança. Mulheres como Marielle Franco que mesmo tendo sido vítima do racismo, do machismo, da violência, do ódio e da milícia, segue sendo exemplo e dando frutos. Segundo a antropóloga, "existe toda uma nova geração de feministas, e elas foram fundamentais na contenção do crescimento de Bolsonaro no bairro em que moram." (p.174) E, como diz a autora, "é uma questão de tempo, as adolescentes feministas vão crescer, e o mundo institucional terá que mudar para recebê-las." (p.176)

Minha questão é: por onde faremos essa mudança institucional? Se Rosana está certa, e há bons motivos para acreditarmos que ela está, o bolsonarismo é a expressão de uma geração que cada vez mais perde espaço, que luta "em vão para barrar o futuro" (p.181), que se sente ameaçada diante das mudanças pelas quais a sociedade passa. No entanto, é fato que essa "geração que resiste ao futuro" continuará votando, continuará influenciando políticas públicas e devem ser levadas em consideração na política institucional, pelos partidos e nas próximas eleições. Como não sucumbir nas urnas? Para mim, a resposta também está dada no livro de Rosana Pinheiro-Machado: no parlamento. Ao falar da deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez, a autora afirma:

"ela encarna as lutas das minorias ao mesmo tempo que resgata uma linguagem dos laços de amor da família e da comunidade. A deputada também produz um discurso mais universalista que dialoga diretamente com os anseios da classe trabalhadora, com frequência saqueada: tiram dela emprego, segurança, sistema de saúde e educação. Em suma ao falar do amor e das dificuldades da vida cotidiana, ela atinge temas básicos que tocam no âmago dos anseios populares - assuntos que, apesar de essenciais, no Brasil têm sido deixado de lado pela grande narrativa da esquerda."(p.175-176).

Ainda que a potência desse amanhã que, esperamos, será maior, esteja sendo construído hoje por mulheres, mulheres negras, movimentos negro e indígena, movimento LGBTQI+, o Brasil de hoje precisa de um projeto amplo, capaz de abraçar as reivindicações das minorias, mas principalmente capaz de oferecer uma proposta universalista que dialogue com os anseios da classe trabalhadora, precarizada e saqueada cotidianamente. No plano institucional, para disputar cargos no executivo, principalmente na esfera federal, o foco nessas propostas universalistas deve ser a tônica dos projetos a serem construídos: empregos de qualidade, educação, saúde, segurança, combate à corrupção. Já para disputar as cadeiras dos legislativos, nas três esferas, temos que seguir os exemplos exitosos da Bancada Ativista, investindo na construção de bancadas feministas, bancadas indígenas, enfim, levar as discussões das pautas de minorias para o parlamento, ajudando a construir uma nova sensibilidade popular para grupos historicamente excluídos e marginalizados. Tornar o parlamento verdadeiramente a casa do povo, dando voz a diversidade que compõe o povo brasileiro. Os partidos que aceitarem o desafio de construir esse amanhã, devem começar a mudar hoje as suas prioridades, abrindo espaços e apoiando e construindo um legislativo que seja de fato a cara do povo brasileiro. Fortalecer candidaturas de mulheres, de indígenas e negros, de pessoas LGBTQI+.  Assim, acredito que, num futuro próximo, poderemos ter um país maior.

17 janeiro 2019

Sobre a Tirania; Como as democracias morrem e outras dicas de leitura

"Reflita sozinho sobre as coisas. Dedique mais tempo aos artigos longos. Prestigie o jornalismo investigativo assinando jornais e revistas. Perceba que parte do que a internet  oferece está ali para enganá-lo. Descubra páginas na rede que investigam campanhas de propaganda (algumas dessas campanhas vêm do exterior). Responsabilize-se pelo que você comunica às pessoas." (Snyder, Thimoty, Sobre a Tirania: vinte lições do século XX para o presente, Companhia das Letras, 2017).

O trecho acima é só uma pequena amostra do quanto esse pequeno livro pode ser fundamental para nós brasileiros, nesse 2019. Snyder é historiador renomado, ganhador de vários prêmios e que demonstra grande lucidez sobre os riscos que corremos nesse século XXI. Sobre a Tirania é quase um manual de sobrevivência para esses tempos sombrios que atravessamos. Se por um lado nos ajuda a identificar as ameaças à democracia, por outro apresenta valiosas dicas de como resistir a elas. Investigar, buscar fontes confiáveis, valorizar e fortalecer o bom jornalismo são algumas dessas dicas, mas talvez umas das mais importantes. O avanço da internet, das redes sociais, e a avalanche de fake news que toma conta do nosso cotidiano são riscos reais à democracia. Combater o mau uso da internet e conscientizar as pessoas das consequências de passar adiante mentiras é uma tarefa essencial para todos que se dizem comprometidos com a democracia, com a busca da verdade. Por isso, nesse começo de ano, férias para muitos colegas, sugiro fortemente a leitura desse livrinho. 

Obs1: dicas de jornalistas e canais/mídias que poderiam ser merecedores da sua atenção (para acompanhar e para assinar/financiar)
Eliane Brum: jornalista gaúcha, colunista do El país: https://brasil.elpais.com/autor/eliane_brum
Nexo jornal: https://www.nexojornal.com.br/
The intecept Brasil: https://theintercept.com/brasil/
Justificando: http://www.justificando.com/apresentacao/

Obs 2- Sugestão de leitura de entrevista de Timoty Snyder pelo El país: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/16/actualidad/1539687209_009106.html

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Ainda sobre o mesmo tema, outra indicação de leitura para esse mês é Como as democracias morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt. Recomendo também um vídeo no YouTube, com Steven Levitsky, no Instituto FHC (aqui). 

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E no ritmo das sugestões, Tempos Sombrios, de Hannah Arendt entra no pacote. Aliás, é a própria Hannah Arendt que deve entrar no pacote das sugestões. Segue um link para artigo muito interessante no Justificando: Em tempos sombrios, o que  aprender com Arendt e Lessing?

23 março 2017

O G1 e o desserviço da mídia

Dia muito triste esse de hoje. Uma 'notícia' no G1 denegrindo a imagem da escola na qual trabalho há mais de cinco anos. A chamada no portal mais parece coisa do Sensacionalista. "MMA na escola: Professores discutem e se agridem dentro da sala de aula em Campinas". 

MMA na escola?? Isso lá é chamada de um jornal que se respeite? Coisa mais ridícula e absurda. Se de fato se tratasse de um caso de violência já seria absurdo, mas o vídeo em questão não tem mais do que a tentativa de um professor de impedir que um outro cidadão invadisse sua aula a fim de colocar os alunos contra a equipe gestora da escola. 

O cidadão que tenta invadir uma sala de ensino fundamental infelizmente também é professor da escola. Um professor que vem tumultuando e tornando um inferno o dia a dia da escola já faz um bom tempo. Ele é manipulador e há tempos tenta colocar os alunos contra a equipe gestora da escola. Usa de sua 'autoridade' de professor para coagir menores. Certa feita, conduziu alunos a uma sala de informática e, praticamente, os obrigou a realizar uma denuncia de racismo contra a diretora no site da ouvidoria. Isso em horário de aula. Pois o mesmo usa o seu tempo em sala de aula para 'doutrinar' os alunos. Da química os alunos têm como principal referência as bombas que ele explodia na escola sem comunicar os demais professores, causando sustos e tumultos durante as aulas. 

Enquanto a acusação de racismo contra a diretora não passava de armação do referido sujeito, contra ele pesa reclamações de alunos por práticas racistas dentro da sala de aula. Além disso, são vários os casos relatados por alunos de que o cidadão e tira nota de acordo com suas simpatias ou antipatias pelos educandos. E quando os pais o procuram na escola para tirar satisfação sobre sua postura com seus filhos, são ignorados ou ouvem que não souberam educar seus filhos. O cidadão também é afeito a realizar comentários lisonjeiros a respeito da beleza das alunas - adolescentes entre 15 e 17 anos - nas redes sociais. E adora ficar abraçando e beijando as alunas pelos corredores... Também parece ser um de seus passatempos favoritos se meter nas relações amorosas dos alunos. Ao mesmo tempo que gosta de dar um de cupido, unindo estudantes em namoro, tenta separar casais, mandando mensagens de whatsapp e via facebook, porque, aparentemente, não está satisfeito com o relacionamento dos alunos. 

A falta de ética dessa pessoa não tem limites. Ele costuma tornar público conteúdo de conversas que acontecem em reunião de professores e em conselho de classe. Isso quando não inventa suas próprias verdades para divulgar entre os alunos com a clara intenção de os colocar contra outros professores - eu mesma já fui vítima desse tipo de ação da criatura. No ano passado tentou cooptar estudantes do Grêmio da escola para fazer uma ocupação da mesma a fim de pedir a saída da diretora. Num momento em que alguns estudantes pensavam em se mobilizar contra o caso do roubo de merendas em São Paulo, esse cidadão tentou manipular os estudantes para alcançar os seus próprios interesses. Felizmente os alunos foram mais inteligentes do que ele supunha. 

Como foi informado pela própria Diretoria de Ensino ao G1, o cidadão "responde processo administrativo por denúncias contra ele, que pode resultar em seu afastamento". É bom que fique registrado que esse afastamento já passou da hora de acontecer. Infelizmente a burocracia em nosso país e na Educação do Estado parece dar mais importância a papéis do que a situações concretas/fatos. Não sei o que mais se espera para que ele seja afastado da escola e dos alunos. Ele é uma ameaça, uma influência negativa e perigosa para os estudantes. Não satisfeito em tentar manipular os alunos do Ensino Médio, segmento no qual leciona - ou, pelo menos devia fazê-lo-, agora o cidadão pretende se fazer de defensor dos oprimidos e desvalidos também entre os alunos do Ensino Fundamental. 

O professor, que no famigerado vídeo do G1 aparece empurrando o cidadão, estava apenas tetando proteger seus alunos da influência nefasta que aquele poderia ter sobre eles. Não é a primeira vez que esse cidadão provoca e tenta tirar um colega de trabalho do sério. O que ele mais quer é sair como vítima. Com um discurso fajuto de pacifista, ele só semeia a discórdia. Fala em amor, mas age movido pelo ódio. Diversas vezes, aos berros, na frente de alunos ou pais de alunos, disse que a diretora não prestava. Essa semana, de maneira covarde - o que tem sido sua marca- aos berros chamava um colega de criminoso enquanto estava cercado por alunos. Qual o crime do colega? Dizer-lhe de maneira enérgica que ele não tinha o direito de invadir a sala de aula de outros professores. 

Estou exausta. O dia foi longo. Mas é preciso tentar acreditar que essa história vai ter um fim. É muito difícil não desanimar diante de tanta coisa errada. E para coroar meses de angustia aparece o G1 com sua manchete sensacionalista e irresponsável. Desse jeito é fácil fazer jornalismo. Contando só um lado da história, sem se preocupar em investigar o que noticiam, fiando-se na palavra de um sujeito que, aparentemente, se acha um cidadão de bem. Para mim, Jornalismo se faz com mais responsabilidade e seriedade. Jornalismo informa, não deforma. Jornalismo de verdade contribui para que a Sociedade possa enfrentar seus demônios. Já o jornalismo que o G1 se prestou a fazer hoje transforma salas de aula em arenas de MMA... Lamentável. 

21 abril 2015

Comida di buteco 2015

Mês de Abril tá aí e com ele mais uma edição do Comida di Buteco. Aqui em Barão têm três estabelecimentos concorrendo: Alzirão Empório Bar,  Eskina Bar e Estação Barão. 
Já demos um pulinho nos três e vale a pena conferir essas comidinhas.
A coxinha de rosbife do Estação Barão está uma delícia, como costumam ser os salgados da casa, no entanto, parece que faltou criatividade para o pessoal... Mas vale dizer que o molho de laranja que acompanha o salgado ficou muito saboroso e combinou bastante.
Criatividade não foi o problema do Eskina Bar, Costela de Adão é um nome bem interessante para o bolinho de costela cremosa e maçã. O bolinho é bem saboroso e a combinação da costela com a maçã ficou muito boa, no entanto ele não é dos mais sequinhos...
O Mió de bão do Alzirão marca boa presença já pelo nome, mas também pela aparência do prato. O destaque fica com os croutons de abacaxi que deram um sabor especial ao prato. 

Além dos Bares de Barão, fomos prestigiar também o Bar do Carioca, no Bonfim. E tivemos que ser perseverantes para experimentar o Pernil do Carioca. Ontem a casa estava bombando, e diante da quantidade de gente na espera acabamos desistindo. Voltamos hoje e valeu a pena! O bolinho de pernil com vinagrete de maçã verde e queijo é muito bom. A massa é excelente, o recheio bem temperado e estava muito sequinho!

A competição encerra no dia 03 de Maio, e até lá esperamos prestigiar outros butecos pela cidade. Aproveitem para fazer o mesmo!!!
Aproveitem também para sugerir o tema do Comida di Buteco 2016 aqui, no site do evento. 

27 janeiro 2015

Telemarketing

O telefone toca. Você atende e do outro lado aquela mensagem gravada: " A Vivo tem um recado para você...". Você desliga.
E isso se repete várias vezes na semana, por várias semanas. Então você resolve ouvir. A mensagem gravada manda você digitar 1 para continuar ouvindo o tal recado da Vivo. Você tem a infeliz ideia de digitar 1. E eis que do outro lado dispara outra mensagem gravada: "Olá, aqui é o Luan Santana..." NÃOOO!!!!

Parece pesadelo isso! Que ideia mais estapafúrdia é essa! Não quero ouvir o Luan Santana nem em mensagem gravada da Vivo...

Mas foi bom! Depois desse choque, eu recobrei uma parte importante da minha memória. Lembrei que em 2010, depois de ter cansado de receber ligações da Claro, com aquela conversa mole de que eu havia sido escolhida para experimentar um cartão de crédito não sei das quantas, eu descobri uma coisa fantástica: lei estadual anti telemarketing. Na página do Procon-SP tem um cadastro no qual você indica os números de telefone dos quais você é titular e, a partir de então, se alguma empresa te ligar, você pode fazer denuncia no próprio Procon! Funciona! Vivi em paz durante um bom tempo.

Mas eis que a vida passa, você perde um celular aqui, tenta recuperar o número mas a operadora não colabora. Você resolve, sob protestos de amigos, pais e namorado, passar mais de um ano sem celular. Cansa de ouvir reclamação dos amigos, pais e namorado e se resigna a comprar outro chip, se desentende de novo com a operadora, resolve colocar em prática a lei da portabilidade, muda para a Vivo e recebe ligações do Luan Santanta...

Enfim, acabei de cadastrar o número novo lá na página do Procon!

Tô esperando agora me ligarem novamente!

03 maio 2013

Comida di buteco*

Sexta-feira chegou! Ótimo dia para sair com os amigos, tomar uma cervejinha e petiscar em algum buteco, enquanto se joga conversa fora. Mas tem o sábado também...
Hoje eu gostaria de dar duas dicas de lugares para ir prosear com os amigos e, claro, tomar uma cervejinha e comer bem! O Comida di buteco é um concurso de comida raiz ou, simplesmente, petiscos de buteco e que tem tudo a ver com o Mineirices, uma vez que nasceu lá em BH. Quem quiser saber mais sobre a história desse concurso, pode dar uma espiada aqui
Esse ano, os ingredientes dos petiscos são linguiça e mandioca. Em Barão tem dois estabelecimentos participando do concurso: o Ponto 1 e o Estação Barão
O Ponto 1 está com o pastel Meia-luapastel com massa de mandioca recheado com linguiça de pernil suína e queijo, acompanhado com molho salsa. Vai bem com uma cachaça ou com uma cerveja! 
O Estação Barão apresenta o Carroça da Roça: porção mista de linguiças artesanais e de bolinhos de mandioca com alho-poró. Acompanha molho à moda da casa.
Hum... tá difícil decidir qual o melhor petisco de Barão! Só posso dizer que Barão está bem representado nessa edição do Comida di Buteco. Até o dia 05 de maio, indo saborear essas delícias, você participa da votação! 
Aproveitem a sexta, o sábado, o domingo..enfim, fica a dica!!

18 fevereiro 2013

Carnaval nas cavernas

Como disse uma amiga minha: Eu achava que caverna era tudo igual.
Bom, nesse feriado descobrimos que não é bem assim. E que o mundo das cavernas pode nos surpreender e muito! Fomos passar o carnaval bem longe de folia, funk e batuques. Os sons que ouvimos foram outros, bem mais agradáveis aos meus ouvidos: canto de pássaros, água de rio e cachoeira, barulho de passos em trilhas e risadas, muitas risadas de amigos queridos! 
Fomos passear no PETAR, o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira. É um lugar encantador! Valeu cada minuto da viagem. Foram dias intensos, de muita caminhada e muita descoberta. E olha que ainda tem muito o que descobrir. Voltamos já marcando uma próxima visita!
Dentre os núcleos de visitação, dessa vez escolhemos o núcleo Santana, dois dias de exploração: conhecemos cinco cavernas: Caverna Santana, Caverna da Água Suja, Caverna Cafezal, Morro Preto e Couto.
Além das cavernas, conhecemos as cachoeiras: das Andorinhas, do Betarizinho e do Couto. 

Galera animada, amigos queridos e aventureiros no PETAR


Cachoeira do Couto - Núcleo Santana PETAR 

Olha essa piscininha!! Cachoeira do Couto



O Cavalo - Caverna Santana
Vista de paredão de pedra - trilha para cachoeiras Andorinhas e Betarizinho
 Núcleo Santana PETAR
Cachoeira do Betarizinho - Núcleo Santana PETAR 

Cachoeira das Andorinhas - Núcleo Santana PETAR

Ficamos hospedados na Pousada da Tammy, no bairro Serra de Iporanga. Uma pousada simples,mas com um ótimo atendimento, e uma comida deliciosa, preparada especialmente pela mãe da Tammy. 

A região é marcada pelos contrastes: muita riqueza natural e um povo bastante sofrido. E é também rica em história. Os quilombolas da região estão entre os atrativos que podem ser visitados por turistas e amantes da história do país. Já está nos planos uma visita ao Quilombo de Ivaporunduva, que remonta suas origens ao século XVII. 

Na volta do PETAR, passamos no município de Eldorado, para visitar a Caverna do Diabo, mais conhecida como "Shopping das Cavernas". Ela tem uma longa história de exploração turística e por isso conta com uma infra-estrutura que facilita o acesso a suas galerias. Bastante diferente das cavernas que visitamos no PETAR, bem mais rústicas. No entanto, a Caverna do Diabo, que é a maior caverna do estado de São Paulo, é assustadoramente encantadora. Tudo nela parece ter sido lá colocado para surpreender os olhos do turista.
Paredão frontal da Caverna do Diabo - Eldorado -SP

Caverna do Diabo - Eldorado

Bolo de Noiva e suas cortinas - Caverna do Diabo - Eldorado
Bom, o passeio está mais do que recomendado! Para quem gosta de natureza e aventura, bora lá conhecer o PETAR!! 

07 fevereiro 2013

26 de janeiro 2013: Um olhar diferente para Campinas

Já faz quase 10 anos que moro em Campinas e, apesar de me sentir em casa aqui, ainda não conheço Campinas como eu gostaria. Eu e alguns amigos que, assim como eu, vieram para estudar na Unicamp e acabaram se estabelecendo por aqui, sempre reclamamos do fato de Campinas não ser nada turística e tampouco oferecer uma agenda Cultural que faça jus ao tamanho e a importância que essa cidade tem no cenário estadual. Mas para além das reclamações, sempre que aparece alguma oportunidade de explorar Campinas ou de aproveitar o que a cidade tem pra oferecer, fazemos o possível para prestigiar. Sábado, dia 26 de janeiro, foi um desses dias. Ficamos sabendo de um tour pelo centro de Campinas, promovido pela Campinas Turismo, do jovem Rômulo Schincariol. 
O passeio até foi divulgado em alguns jornais locais (Destak Jornal), mas ainda não é o tipo de atividade que atraí muito público, infelizmente. Um grupo de aproximadamente 25 pessoas foi conferir o roteiro montado pela Campinas Turismo.
Grupo do Turisapé - Campinas, 26 de janeiro de 2013, em frente ao monumento túmulo do Carlos Gomes
 O Roteiro teve início em frente a Catedral Metropolitana de Campinas e terminou no Marco Zero da cidade, na praça em frente a Basílica do Carmo.
Marco Zero da Cidade de Campinas, antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das campinas do Mato Grosso de Jundiaí e posteriormente Vila de São Carlos. 
A grande descoberta do passeio foi um cofre para depósitos noturnos, do tempo dos barões do café, na rua   Ferreira Penteado.

Outro momento interessante, foi atravessar o 'Beco do Inferno' ou Travessa São Vicente, como é hoje conhecido o local. Foi uma das primeiras ruas de Campinas, mais precisamente uma das entradas da cidade.



Andando pelas ruas da cidade, temos certeza de que há um potencial turístico adormecido (em vias de ser despertado!). Espero que outros roteiros surjam e que mais pessoas se interessem por conhecer Campinas, sua história, seus personagens, seus becos, prédios e praças.   

Obrigada Rômulo, da Campinas Turismo, foi um passeio muito legal. Estou na torcida para que venham outros roteiros e terei prazer em divulgar os eventos entre meus amigos e aqui no blog. 
Mais algumas fotos:



Palácio de Azuleio - prédio onde atualmente encontra-se
o MIS(Museu da Imagem e do Som de Campinas)






Praça Bento Quirino











E.E. Francisco Glicério - esse prédio foi o primeiro grupo
escolar de Campinas

Detalhe da fachada do prédio onde atualmente
encontra-se a E.E. Carlos Gomes

14 outubro 2012

Orquestra Filarmônica de Violas de Campinas

Domingo, 14 de Outubro de 2012, show de lançamento do segundo CD da Orquestra Filarmônica de Violas, no SESI Amoreiras, em Campinas.

Foi uma noite muito especial: encontro entre a boa e velha viola caipira com a música erudita, a MPB e os novos caminhos que esse instrumento maravilhoso tem percorrido pelas mãos das novas gerações de amantes da viola. 
O teatro do SESI lotou para receber a Orquestra. Foi uma hora e meia de boa música e muita simpatia por parte dos integrantes da Orquestra que, em Campinas, estão em casa. 

Para quem curte viola, fica a dica: Orquestra Filarmônica de Violas II.
Fique de olho na Agenda da Filarmônica de Violas e, se puder, prestigie esse belo trabalho.



19 agosto 2011

Claro Curtas

Pessoal, faz alguns meses postei aqui sobre o Anima Mundi 2011, e um concurso de curtas sobre a água, no qual uma amiga minha estava concorrendo. As votações foram um sucesso, e o vídeo da minha amiga Ana Paula, Essência, ficou em primeiríssimo lugar

Bom, hoje estou aqui para falar de outro concurso, o Claro Curtas, com seu Festival Nacional de Curtíssima Metragem. Mais uma vez a minha amiga Ana Paula está concorrendo. O vídeo se chama Fome de Tempo. Para votar você só precisa fazer um cadastro super rápido no site! Não é porque é da minha amiga não, mas o vídeo está bem bacana! Eu já votei!


Campanha

Campanha
Saiba mais sobre a campanha clicando na imagem

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