
Medo! é, todo mundo sente medo! Mesmo quando tentam disfarçar, quando botam banca de valentões, quando fingem serem fortes o bastante pra não serem abalados por nada... Não adianta! O medo sempre está presente. Naqueles momentos de tomar uma decisão. De anunciar em alto e bom som uma renuncia... Sim, porque o que conta mesmo não são as escolhas, mas as renuncias que temos que fazer.
Era nas renuncias que pensava agora. Renunciaria um lugar que fizera parte desses últimos 4 anos de sua vida. Renunciaria ao lugar que aprendera a chamar de casa. Sua casa. Mas no fundo não era grande coisa isso! era só uma casa. As lembranças, cada detalhe de tudo que havia passado, estaria com ela onde estivesse. Bom que as lembranças não tão boas assim poderiam ser deixadas para trás...
Mudanças fazem bem! Não estava tentando se convencer disso. Realmente pensava assim. Acreditava que estava passando por um momento importante de crescimento, de descobertas, e de renovação. Por que não? Mudar de ares era uma questão de se permitir olhar para outros horizontes... era uma chance de se olhar diferente também.
Mas mesmo com tudo isso, não deixava de sentir medo... Adaptar-se novamente. Ter um outro teto pra chamar de seu. Seria por pouco tempo também. Provavelmente mais mudanças virão no próximo ano... Estava segura do que faria. E depois, talvez o que mais assustasse no momento fosse o gatinho...Mas tem cabimento? medo de um pobre gatinho? iria, sim, se acostumar com ele. É dócil e muito bonitinho. E é só um gato...um gato não pode ser mais difícil do que gente... Gente sim é um bicho esquisito. Arredio, às vezes. Desconfiado, cruel, mau.. os gatinhos não..
Mas era difícil controlar a ansiedade. São 4 anos. E agora talvez se sentisse como quando deixou a casa dos pais. Naquele tempo, a casa dos pais era a sua casa. Agora a casa que deixará é a sua casa. Mas também já se acostumou (ou, pelo menos, pensava ter se acostumado) com essa ideia de ter casa nenhuma. Posses são sempre ilusões... usamos um pronome possessivo e pronto! achamos mesmo que possuímos algo... ou alguém...
Mas vai dar tudo certo... Mudanças são boas!!
Era nas renuncias que pensava agora. Renunciaria um lugar que fizera parte desses últimos 4 anos de sua vida. Renunciaria ao lugar que aprendera a chamar de casa. Sua casa. Mas no fundo não era grande coisa isso! era só uma casa. As lembranças, cada detalhe de tudo que havia passado, estaria com ela onde estivesse. Bom que as lembranças não tão boas assim poderiam ser deixadas para trás...
Mudanças fazem bem! Não estava tentando se convencer disso. Realmente pensava assim. Acreditava que estava passando por um momento importante de crescimento, de descobertas, e de renovação. Por que não? Mudar de ares era uma questão de se permitir olhar para outros horizontes... era uma chance de se olhar diferente também.
Mas mesmo com tudo isso, não deixava de sentir medo... Adaptar-se novamente. Ter um outro teto pra chamar de seu. Seria por pouco tempo também. Provavelmente mais mudanças virão no próximo ano... Estava segura do que faria. E depois, talvez o que mais assustasse no momento fosse o gatinho...Mas tem cabimento? medo de um pobre gatinho? iria, sim, se acostumar com ele. É dócil e muito bonitinho. E é só um gato...um gato não pode ser mais difícil do que gente... Gente sim é um bicho esquisito. Arredio, às vezes. Desconfiado, cruel, mau.. os gatinhos não..
Mas era difícil controlar a ansiedade. São 4 anos. E agora talvez se sentisse como quando deixou a casa dos pais. Naquele tempo, a casa dos pais era a sua casa. Agora a casa que deixará é a sua casa. Mas também já se acostumou (ou, pelo menos, pensava ter se acostumado) com essa ideia de ter casa nenhuma. Posses são sempre ilusões... usamos um pronome possessivo e pronto! achamos mesmo que possuímos algo... ou alguém...
Mas vai dar tudo certo... Mudanças são boas!!