Eu estava com medo, confesso. Tinha ouvido e lido diversos relatos de mulheres que falavam do desconforto, da dor. Mas eis que, passado dos quarenta, chegou a minha vez. Desde que a minha ginecologista fez o pedido, eu estava me preparando psicologicamente para a tortura. Agendei o exame sem nenhum entusiasmo. Mas, é janeiro, férias, época de fazer o que precisa ser feito: médicos, exames de rotina, dentista. Tem sido assim nos últimos anos. Então, o jeito foi encarar a bendita mamografia.
A mamografia é um exame fundamental para o rastreamento do câncer de mama, o tipo mais frequente de câncer entre as mulheres brasileiras e uma das principais causa de mortalidade feminina por câncer. Segundo estudo do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), lançado em 2025, só no ano de 2023, o Brasil teve mais de 20 mil óbitos por câncer de mama. Ou seja, a coisa é séria.
| Símbolo da campanha de conscientização e combate ao câncer de mama |
Às nove da manhã, lá estava eu na clínica. Como já havia agendado por WhatsApp, fui encaminhada logo para a salinha de espera do exame. Quando a responsável pelo exame me chamou, deu aquela gelada na espinha. Entrei na sala e, antes dela fazer qualquer pergunta, fui dizendo que eu era minha primeira vez e que eu estava com medo. Camila, esse era o nome dela, foi extremamente gentil e paciente comigo. Disse para que eu ficasse tranquila, que as pessoas exageram um pouco. Fez as perguntas obrigatórias e me explicou com muita tranquilidade como seria o procedimento do exame.
Não vou dizer que é agradável. Mas, de fato, as pessoas exageram. Foi bem tranquilo todo o procedimento. Senti um incômodo, mas nada mais que isso. Bem longe da "dor" e do "sofrimento" que eu estava projetando na minha mente. Certamente já passei por exames muito mais invasivos e incômodos. Acredito, como fiz questão de dizer a ela, que o profissionalismo e o cuidado da Camila também fizeram toda a diferença na minha experiência de hoje. É muito bom encontrar profissionais preparados, não só tecnicamente, mas também para lidar com nossos medos e inseguranças. Por mais profissionais como a Camila, que soube me acolher hoje de modo muito gentil e humano.
Mulherada, não tenham medo da mamografia. Bora nos cuidar!
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