Ela: Estou sentindo um vazio profundo.
Ele: Quer conversar? Você está triste?
Ela: Não. Não sei bem o que, mas preciso de algo..
Ele: Um abraço? um pouco mais de atenção? tenho deixado você muito sozinha...
Ela: Não, não é nada disso! Preciso comer! estou com fome...
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
(des)Construindo
Fosse um pouco mais forte, já teria mudado tantas coisas em si mesma. Mas não, demorava muito tempo porque era por demais doloroso. A gente se acostuma a ser o que é e acredita que não pode mais mudar, pensava nos seus momentos de quase decisão.
Seriam as roupas, o corte de cabelo, os gostos musicais e depois as vontades, os desejos, os medos. Tudo tinha que ser mudado. Mas cada vez que abria as portas do guarda-roupa e as gavetas da cômoda, era tão aconchegante aquela sensação de se encontrar. De saber-se quem era, porque se reconhecia naquelas blusas e naqueles sapatos, nas calças e nos colares. E quando botava algum velho cd pra tocar, era quase apalpar sua alma. Sentia-se leve, cantava junto, sentia-se protegida por aquele mundo que tão cuidadosamente havia construído naqueles anos. Não ousava trocar o sabonete, o creme dental, pois tudo era tão cheio de recordações, quase mesmo parte de si. Não era um apego que lhe tornava escrava das coisas. Não tinha problema em se desfazer de roupas usadas, de sapatos já abandonados no fundo do armário. Mas cada vez que comprova algo, no fundo sabia que aquela coisa já estava repleta do que ela era. A identificação que a fazia adquirir qualquer coisa era já uma transferência de si. Sabia ser mais que cada uma daquelas coisas, mas era, ao mesmo tempo, aquilo tudo: passado, presente e futuro. Lembranças, saudades, desilusões, paixões, aquele amor que parecia ser de outra vida e que passava toda sua vida como se não conhecesse fronteiras, sendo todo seu futuro, todo seu presente e quase todo seu passado, embora tenha surgido menos de três anos atrás. Era intensa, era lágrimas, era sonhos e planos que lutava por poder concretizar. Era dúvida, era medo, mas era coragem e decisão.
Cada vez que se olhava no espelho, via tantas e via tão pouco. Desenhava as sobrancelhas, passava um lápis no olho, batom. E lá estava o que queria ser. Lá estava também tudo que era e tentava esquecer. E, por fim, lá estava, ela. Com toda sua inocência de menina e com toda sua malícia de mulher. Pensava que era preciso mudar. Mas por que? Perguntava-se alterada. A gente é o que é, torna-se o que sempre foi, busca-se o que não pode deixar de se manifestar. A gente só não conhece todos os segredos, todos os cantinhos do que somos e nos surpreendemos, quando nos revelamos diante desses olhos curiosos.
A essência dela era sempre acreditar na mudança. Sempre achar que era tempo de mudar tudo. Mesmo nunca tendo coragem de romper com os velhos rituais. Via-se agora tão diferente e tão igual ao que sempre fora. Dos tempos de menina achava que tinha perdido a fé, mas lá no fundo tinha uma luzinha que brilhava. E acreditava que as coisas ainda podiam dar certo. Acreditava na amizade! Tinha fé nos bons sentimentos.
Porque, antes de qualquer coisa, acreditava na mudança. Achava que gente não era como árvore, que se nasceu macieira nunca daria manga.
Então, algumas vezes, botava salto, ouvia rock, tomava chá, se fazia triste e pessimista. Porque era preciso sempre mudar, nem que fosse para no dia seguinte acordar cedo, passar um café forte, ouvir mpb o dia todo, andar de rasteirinha e ter fé...
Seriam as roupas, o corte de cabelo, os gostos musicais e depois as vontades, os desejos, os medos. Tudo tinha que ser mudado. Mas cada vez que abria as portas do guarda-roupa e as gavetas da cômoda, era tão aconchegante aquela sensação de se encontrar. De saber-se quem era, porque se reconhecia naquelas blusas e naqueles sapatos, nas calças e nos colares. E quando botava algum velho cd pra tocar, era quase apalpar sua alma. Sentia-se leve, cantava junto, sentia-se protegida por aquele mundo que tão cuidadosamente havia construído naqueles anos. Não ousava trocar o sabonete, o creme dental, pois tudo era tão cheio de recordações, quase mesmo parte de si. Não era um apego que lhe tornava escrava das coisas. Não tinha problema em se desfazer de roupas usadas, de sapatos já abandonados no fundo do armário. Mas cada vez que comprova algo, no fundo sabia que aquela coisa já estava repleta do que ela era. A identificação que a fazia adquirir qualquer coisa era já uma transferência de si. Sabia ser mais que cada uma daquelas coisas, mas era, ao mesmo tempo, aquilo tudo: passado, presente e futuro. Lembranças, saudades, desilusões, paixões, aquele amor que parecia ser de outra vida e que passava toda sua vida como se não conhecesse fronteiras, sendo todo seu futuro, todo seu presente e quase todo seu passado, embora tenha surgido menos de três anos atrás. Era intensa, era lágrimas, era sonhos e planos que lutava por poder concretizar. Era dúvida, era medo, mas era coragem e decisão.
Cada vez que se olhava no espelho, via tantas e via tão pouco. Desenhava as sobrancelhas, passava um lápis no olho, batom. E lá estava o que queria ser. Lá estava também tudo que era e tentava esquecer. E, por fim, lá estava, ela. Com toda sua inocência de menina e com toda sua malícia de mulher. Pensava que era preciso mudar. Mas por que? Perguntava-se alterada. A gente é o que é, torna-se o que sempre foi, busca-se o que não pode deixar de se manifestar. A gente só não conhece todos os segredos, todos os cantinhos do que somos e nos surpreendemos, quando nos revelamos diante desses olhos curiosos.
A essência dela era sempre acreditar na mudança. Sempre achar que era tempo de mudar tudo. Mesmo nunca tendo coragem de romper com os velhos rituais. Via-se agora tão diferente e tão igual ao que sempre fora. Dos tempos de menina achava que tinha perdido a fé, mas lá no fundo tinha uma luzinha que brilhava. E acreditava que as coisas ainda podiam dar certo. Acreditava na amizade! Tinha fé nos bons sentimentos.
Porque, antes de qualquer coisa, acreditava na mudança. Achava que gente não era como árvore, que se nasceu macieira nunca daria manga.
Então, algumas vezes, botava salto, ouvia rock, tomava chá, se fazia triste e pessimista. Porque era preciso sempre mudar, nem que fosse para no dia seguinte acordar cedo, passar um café forte, ouvir mpb o dia todo, andar de rasteirinha e ter fé...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Retalhos
São tantos medos, frios,
calafrios, vazios...
São angustias e dúvidas,
e eu!
Um pouco de tudo,
metade de quase nada,
estranhamentos...
Dias sim e outros também dou de cara comigo,
perdida,
vindo e indo..
assaltada pelos velhos fantasmas da casa:
as paredes, os livros, uma música de fundo,
e tudo vem de uma só vez:
vazios, calafrios, frios, medos,
dúvidas e angustias,
e só encontro: Eu.
domingo, 22 de agosto de 2010
Sem você
Sem você a casa é tão grande e vazia,
o dia é tão longo e a noite demora a dar lugar a um novo dia.
Sem você fico perdida,
não tem pra quem contar cada detalhe do que eu fiz, dos textos que li, das música que ouvi...
Sem você fico assim, meio sem rumo.
Procurando motivos para não pensar em você. Fico muda.
Eu sei que que esse 'sem você' vai passar,
mas enquanto não passa, fica a sensação de casa vazia, de dia longo, de noite que não se acaba, de silêncio que assusta...
o dia é tão longo e a noite demora a dar lugar a um novo dia.
Sem você fico perdida,
não tem pra quem contar cada detalhe do que eu fiz, dos textos que li, das música que ouvi...
Sem você fico assim, meio sem rumo.
Procurando motivos para não pensar em você. Fico muda.
Eu sei que que esse 'sem você' vai passar,
mas enquanto não passa, fica a sensação de casa vazia, de dia longo, de noite que não se acaba, de silêncio que assusta...
terça-feira, 10 de agosto de 2010
No ônibus
Ela devia estar na casa dos 60. Mas, a considerar pela roupa, teria um espírito mais jovem do que o meu, no auge dos meus 25 anos.
Eu toda vestida de preto - sapato, blusa, bolsa e calça jeans. Acessório apenas um minúsculo brinco. Na mão esquerda - inchada e dolorida - livros. A mão direita me sustentando naquele ônibus que atravessa o tapetão a quase 100, numa tarde de terça-feira. Tinha dado duas aulas. Estava cansada e com fome.
Ela, uma blusa vermelha que combinava com os sapatos, também vermelhos. Acessórios? Muitos: colar, brinco, anéis, uns quatro. As unhas bem feitas, com uns brilhantezinhos reluzindo. A bolsa era colorida, listras amarelas, vermelhas e azuis.
Eu me equilibrava ao lado dela. A cada curva eu era arremessada pra lá ou pra cá. Ela não deve ter percebido que minhas mãos estavam inchadas, portanto nem poderia imaginar que elas estavam doendo... Mas ela deve ter percebido que era difícil me manter equilibrada, segurando apenas com uma das mãos. Mas ela não se ofereceu para levar os meus livros. Eram pequenos, nem pesavam tanto. No momento apenas me impediam de me segurar decentemente dentro daquele ônibus alucinado.
Fiquei observando aquela mulher que, embora de cabelos tingidos, teria sido motivo suficiente para que eu me levantasse, caso estivesse sentada, e oferecesse o lugar para ela, como fez a moça que ocupava aquele lugar. Fiquei observando e pensando o que custaria ela ter se oferecido para carregar os meus livrinhos...
Eu toda vestida de preto - sapato, blusa, bolsa e calça jeans. Acessório apenas um minúsculo brinco. Na mão esquerda - inchada e dolorida - livros. A mão direita me sustentando naquele ônibus que atravessa o tapetão a quase 100, numa tarde de terça-feira. Tinha dado duas aulas. Estava cansada e com fome.
Ela, uma blusa vermelha que combinava com os sapatos, também vermelhos. Acessórios? Muitos: colar, brinco, anéis, uns quatro. As unhas bem feitas, com uns brilhantezinhos reluzindo. A bolsa era colorida, listras amarelas, vermelhas e azuis.
Eu me equilibrava ao lado dela. A cada curva eu era arremessada pra lá ou pra cá. Ela não deve ter percebido que minhas mãos estavam inchadas, portanto nem poderia imaginar que elas estavam doendo... Mas ela deve ter percebido que era difícil me manter equilibrada, segurando apenas com uma das mãos. Mas ela não se ofereceu para levar os meus livros. Eram pequenos, nem pesavam tanto. No momento apenas me impediam de me segurar decentemente dentro daquele ônibus alucinado.
Fiquei observando aquela mulher que, embora de cabelos tingidos, teria sido motivo suficiente para que eu me levantasse, caso estivesse sentada, e oferecesse o lugar para ela, como fez a moça que ocupava aquele lugar. Fiquei observando e pensando o que custaria ela ter se oferecido para carregar os meus livrinhos...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Da série: Onde comer em Barão Geraldo - Parte 1
Bom, lendo um post muito gostoso hoje - quem quiser conferir dê uma espiadinha aqui - fiquei inspirada para escrever sobre os meus (nossos) lugares favoritos para comer em Barão Geraldo, Campinas.
Quem olha pra mim, magrelinha do jeito que sou, logo pensa que eu sou daquelas que almoça uma folha de alface e não janta. Redondamente enganado! Eu não sou muito fã de carne vermelha, mas encaro comida como gente grande. Gosto muito de alface, mas não dispenso massas de todos os tipos, peixes, e um franguinho caipira feito pela minha mãe ou pela minha avó. Resumo da ópera: gosto de comer.
Meu namorado não faz feio. É bom de garfo. Juntos, um dos nossos programas preferidos é comer. Gosto de cozinhar e ele aprendeu fazer bastante coisas durante esses dois anos e meio de namoro. Mas, graças ao senhor VR do meu namorado, de uns tempos pra cá, também saimos bastante para comer fora. Hoje vou falar de um lugar que, semana sim e outra também, vamos saborear uma boa pizza. Mas vou começar do começo. Vou contar como viramos clientes cativos.
Era uma quinta-feira. Passávamos em frente a uma Pizzaria que tinha cara de ser boa e cara...ou, pelo menos, um pouco grande para o bolso de estudantes bolsistas/estagiários. Mas tinha um cartaz que dizia: Promoção: Cinco sabores, pizza grande, 20,00. Oba! Resolvemos entrar. E pedimos para ver os sabores da promoção. A moça - filha do dono - nos mostrou os sabores e disse que a promoção era terça e quarta. Com certeza fizemos imediatamente uma cara de decepção e de 'então deixa pra semana que vem'. Mas nem precisamos dizer nada. Ela disse: Vocês só iam levar porque estava na promoção? Respondemos que sim. Ela disse: Então eu faço o preço da promoção. E foi assim que viramos clientes cativos! Claro, foi depois de experimentar a pizza de creme de alho poró. E desde então voltamos, e sentamos sempre [quase sempre] no mesmo lugar. E já experimentamos muitos sabores: marguerita, napolitana, tomate poró, brócolis, champignon, palmito... E já tomamos vinho argentino, vinho chileno, chopp, cerveja. Já levamos muitos amigos. E sempre fazemos propaganda.
Além de ser bem pertinho da nossa casa, eles aceitam VR! Mais do que isso, o atendimento é muito bom.
Fica então a dica da Pizzaria Fiori, na Avenida Santa Isabel, 405, Barão Geraldo, Campinas.
E não deixem de experimentar a pizza de tomate poró (creme de alho poró com tomate seco), e bom apetite!
Quem olha pra mim, magrelinha do jeito que sou, logo pensa que eu sou daquelas que almoça uma folha de alface e não janta. Redondamente enganado! Eu não sou muito fã de carne vermelha, mas encaro comida como gente grande. Gosto muito de alface, mas não dispenso massas de todos os tipos, peixes, e um franguinho caipira feito pela minha mãe ou pela minha avó. Resumo da ópera: gosto de comer.
Meu namorado não faz feio. É bom de garfo. Juntos, um dos nossos programas preferidos é comer. Gosto de cozinhar e ele aprendeu fazer bastante coisas durante esses dois anos e meio de namoro. Mas, graças ao senhor VR do meu namorado, de uns tempos pra cá, também saimos bastante para comer fora. Hoje vou falar de um lugar que, semana sim e outra também, vamos saborear uma boa pizza. Mas vou começar do começo. Vou contar como viramos clientes cativos.
Era uma quinta-feira. Passávamos em frente a uma Pizzaria que tinha cara de ser boa e cara...ou, pelo menos, um pouco grande para o bolso de estudantes bolsistas/estagiários. Mas tinha um cartaz que dizia: Promoção: Cinco sabores, pizza grande, 20,00. Oba! Resolvemos entrar. E pedimos para ver os sabores da promoção. A moça - filha do dono - nos mostrou os sabores e disse que a promoção era terça e quarta. Com certeza fizemos imediatamente uma cara de decepção e de 'então deixa pra semana que vem'. Mas nem precisamos dizer nada. Ela disse: Vocês só iam levar porque estava na promoção? Respondemos que sim. Ela disse: Então eu faço o preço da promoção. E foi assim que viramos clientes cativos! Claro, foi depois de experimentar a pizza de creme de alho poró. E desde então voltamos, e sentamos sempre [quase sempre] no mesmo lugar. E já experimentamos muitos sabores: marguerita, napolitana, tomate poró, brócolis, champignon, palmito... E já tomamos vinho argentino, vinho chileno, chopp, cerveja. Já levamos muitos amigos. E sempre fazemos propaganda.
Além de ser bem pertinho da nossa casa, eles aceitam VR! Mais do que isso, o atendimento é muito bom.
Fica então a dica da Pizzaria Fiori, na Avenida Santa Isabel, 405, Barão Geraldo, Campinas.
E não deixem de experimentar a pizza de tomate poró (creme de alho poró com tomate seco), e bom apetite!
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