04 junho 2011

E vai que vira moda..

"Prédios estão multando moradores que falam palavrão durante jogo na quadra ou que gritam palavras de baixo calão nas janelas" (folhaonline). 

Vamos lá, é chato conviver com a falta de educação alheia? Claro que é! Eu mesma outro dia sugeri aqui que se multasse pessoas que ligam som alto no celular dentro de ônibus ou metros e outros lugares públicos e que incomodam. Até entendo os que se incomodam com a gritaria dos vizinhos em dia de jogo (já convivi com isso e sei que não é legal). Mas o problema não é o que eles gritam, e sim o barulho, a falta de noção com respeito aos limites dos seus direitos. 

Mas multa para palavrão na quadra? Isso é coisa de quem jamais jogou bola! De quem jamais se reuniu com os amigos para um futebol ou vôlei no fim da tarde, depois do trabalho, ou no fim de semana. Coisa de quem fica em casa mal humorado, que não tem amigos que o chamem para jogar futebol ou qualquer outra coisa, peteca, que seja! 

Apresente a primeira multa quem nunca soltou um palavrão de boca cheia depois de levar um chute na canela, ou de tocar na bola de vôlei de mal jeito e torcer os dedos ou abrir os pulsos. 

Mas e se a moda pega? E se daqui há pouco impedem de falar palavrão no corredor dos prédios? Nas garagens? Dentro das casas? Você está andando, dá aquela topada no degrau e diz logo: pqp! Ou então saiu de casa com pressa, está atrasado, desceu as escadas correndo, mas quando parou diante do carro: cadê as chaves? O que você diz?

E imagina em cada uma dessas cenas um chato de plantão, ali do seu lado, prontinho pra te multar! E com certeza pensando, lá no fundo do seu eu politicamente correto e hipócrita: é, se f....!

Brincadeiras à parte, é o risco do politicamente correto nos rondando! E não me venham com essa de que é para proteger as crianças! Então vamos trancar as crianças numa redoma de vidro? Sem tv, sem amigos, sem video-game, sem vizinho falando palavrão... Até quando? Educar não é botar um filho num mundo que não existe! Criar um mundo de faz de conta! Ou será que vamos criar uma lei federal que proíba os palavrões? vixi, pra que eu fui falar isso...

Sinceramente, sou uma defensora dos palavrões! O ponto é que tem hora e lugar! E acho que a quadra de esportes é um lugar apropriadíssimo para os palavrões! É onde vamos extravasar tudo aquilo que tivemos que engolir durante a semana: mal humor do chefe, trabalho demais, trânsito, fila no banco, os chatos do telemarketing, o chuveiro que queimou bem no dia mais frio da semana, o ônibus que você viu partindo quando estava há alguns passos do ponto, a nota ruim do trabalho da faculdade e por aí vai. E depois de correr, cansar, e gritar uma meia dúzia de palavrões, parecemos mais leves! Prontos pra começar tudo de novo!

Se essa maluquice pega, logo todos os lugares terão placas de que estamos sendo filmados e vigiados, e haja criatividade para tantas multas que ainda poderão ser criadas...

Nenhum comentário:

Campanha

Campanha
Saiba mais sobre a campanha clicando na imagem

Sobre o que se fala

opinião cotidiano Poesia política Dicas utilidade pública crônica Rapidinhas atualidade atualidades Campinas educação Conto Minas Gerais São Paulo cinema observações coisas da vida Brasil escola música Delfim Moreira Dica de leitura Misto Bolsonaro Literatura democracia divulgação Barão Geraldo eleições Filosofia da vida coisas que fazem bem passeios Comilança clã Bolsonaro debate público redes sociais 8 de março amigos coronavírus ensino paixão revoltas séries Dark Futebol amor coisas de mineiro coisas do mundo internético criança do eu profundo façamos poesia; infância pandemia preconceito; atualidades sobre fake news Ciência Violência; Educação; utilidade pública de irmã pra irmã final de ano; início de ano; cotidiano; lembranças política; ser professor (a) tecnologia virada cultural adolescência autoritarismo comunicação consumo consciente desabafo distopia economia fascismo férias história impressa livros manifestação mau humor mentira mulheres mágica pós-verdade quarentena reforma da previdência sobre a vida violência música Poesia 15 de outubro 20 de novembro 2021 8 março precisa ser todo dia; Anima Mundi EaD Eliane Brum Fora Bolsonaro Itajubá Moro Oscar Passarinho; Poesia; Vida Posto Ipiranga aborto amizade amor felino animação; anu-branco autoverdade balbúrdia baleia azul. bolsonarismo cabeça de planilha consciência negra conto; continho corrupção coti covid-19 crime crônica felina crônica ficcional curtas; concurso; festival curtas da vida; defesa democracia liberal descobrindo o racismo desinformação direitos discurso divulgação; atualidades divulgação; blogs; poesia documentário família feminismo filosofia de jardim fim das sacolinhas plásticas final de ano; início de ano; cotidiano frio férias; viagens; da vida; gata guerra de narrativas hipocrisia humor ideologia informação; utilidade pública infância; jabuticaba jornalismo lei de cotas leitura minorias morte mídia música Poesia novidades para rir poema próxima vida racismo estrutural racismo institucional rap resenha; atualidade; interesse público; educação saudade saúde sentimentos tirinhas universidade utopia verdade verdade factual viagem

Amigos do Mineirices